<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Gustavo Coutinho]]></title><description><![CDATA[Gustavo Coutinho]]></description><link>https://gustavocoutinho2.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!lTcR!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4bb7b5ea-ab62-4a3a-9318-c1fb73b19af6_800x800.jpeg</url><title>Gustavo Coutinho</title><link>https://gustavocoutinho2.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Tue, 14 Jul 2026 07:04:49 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://gustavocoutinho2.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Gustavo Coutinho]]></copyright><language><![CDATA[en]]></language><webMaster><![CDATA[gustavocoutinho2@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[gustavocoutinho2@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Gustavo Coutinho]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Gustavo Coutinho]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[gustavocoutinho2@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[gustavocoutinho2@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Gustavo Coutinho]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Da fábrica de software à engenharia de valor: o papel da gestão de stakeholders na tecnologia.]]></title><description><![CDATA[Como gest&#227;o de stakeholders, m&#233;tricas reais e intelig&#234;ncia artificial aumentam a maturidade dos projetos de tecnologia e conectam software ao resultado de neg&#243;cio]]></description><link>https://gustavocoutinho2.substack.com/p/da-fabrica-de-software-a-engenharia</link><guid isPermaLink="false">https://gustavocoutinho2.substack.com/p/da-fabrica-de-software-a-engenharia</guid><dc:creator><![CDATA[Gustavo Coutinho]]></dc:creator><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:22:25 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!lTcR!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F4bb7b5ea-ab62-4a3a-9318-c1fb73b19af6_800x800.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>A maturidade dos projetos de tecnologia hoje exige bem mais do que simplesmente adotar uma metodologia &#225;gil e seguir o framework &#224; risca. Com o tempo, fui percebendo que o sucesso de uma entrega n&#227;o nasce s&#243; da robustez t&#233;cnica, mas da capacidade de alinhar expectativas de forma consistente por meio de uma gest&#227;o de stakeholders realmente eficiente. Na pr&#225;tica, essa disciplina deixou de ser um &#8220;checklist&#8221; de projeto e passou a funcionar como uma ferramenta estrat&#233;gica para desenvolver o time e garantir gera&#231;&#227;o de valor cont&#237;nua para o neg&#243;cio.</p><p>Quando olho para o mercado hoje, fica claro que superamos aquele modelo engessado das antigas f&#225;bricas de software, focadas em escopo fechado e contratos longos. O ambiente atual exige que tecnologia esteja diretamente conectada ao impacto real e mensur&#225;vel, n&#227;o apenas &#224; entrega de novas &#8220;features&#8221;. Para isso, o envolvimento da equipe t&#233;cnica desde o in&#237;cio do planejamento deixou de ser opcional: &#233; condi&#231;&#227;o b&#225;sica. Quando o time entende o prop&#243;sito do que est&#225; construindo, a qualidade naturalmente sobe e a incid&#234;ncia de bugs cai de forma significativa.</p><p>Um exemplo concreto aparece quando analisamos jornadas de acesso em sistemas regulados, como bancos ou grandes empresas de servi&#231;os. Em tese, substituir o envio de senha tempor&#225;ria por SMS por um fluxo de cadastro direto parece uma mudan&#231;a t&#233;cnica trivial. Mas, na pr&#225;tica, decis&#245;es bem fundamentadas como essa t&#234;m potencial de praticamente zerar dezenas de milhares de chamados nas centrais de atendimento, melhorar o NPS e eliminar uma fatia relevante de custo operacional. &#201; esse tipo de escolha de produto, ancorada em dados e na experi&#234;ncia do cliente, que transforma engenharia em vantagem competitiva.</p><p>Para chegar nesse n&#237;vel de efici&#234;ncia, n&#227;o d&#225; para come&#231;ar pela solu&#231;&#227;o e s&#243; depois procurar o problema. &#201; fundamental levantar m&#233;tricas reais e dados concretos antes de escrever a primeira linha de c&#243;digo. Entender o volume exato de clientes afetados, o impacto nos canais e a press&#227;o sobre a opera&#231;&#227;o &#233; o que permite dimensionar o desafio corretamente. Desenvolver software est&#225; muito longe de ser &#8220;colocar c&#243;digo em produ&#231;&#227;o&#8221;; trata-se de escolher bem onde investir esfor&#231;o t&#233;cnico para maximizar valor de neg&#243;cio.</p><p>Nesse contexto, a intelig&#234;ncia artificial vem ganhando espa&#231;o como um catalisador poderoso de alinhamento dentro das empresas. Ferramentas de IA j&#225; come&#231;am a ser usadas no in&#237;cio do planejamento, ajudando a validar se as hist&#243;rias e crit&#233;rios de aceite est&#227;o claros o suficiente, se fazem sentido para o usu&#225;rio e se est&#227;o aderentes aos objetivos estrat&#233;gicos. Quando evitamos diverg&#234;ncias t&#233;cnicas logo no come&#231;o do ciclo, o processo fica mais barato, mais r&#225;pido e, principalmente, menos sujeito a retrabalho.</p><p>Esse cen&#225;rio traz tamb&#233;m uma provoca&#231;&#227;o importante para quem ocupa posi&#231;&#227;o de lideran&#231;a. O mercado, por muito tempo, subestimou o risco de delegar totalmente a interface de neg&#243;cios sem o devido acompanhamento do gestor. Autonomia de time &#233; saud&#225;vel e necess&#225;ria, mas confundir autonomia com distanciamento da lideran&#231;a &#233; um risco alto: compromete a vis&#227;o de produto, cria ru&#237;dos de comunica&#231;&#227;o e deixa o time sem refer&#234;ncia clara de prioridade.</p><p>Hoje, vejo a gest&#227;o de stakeholders n&#227;o como uma etapa burocr&#225;tica de alinhamento, mas como o principal vetor de produtividade da engenharia. &#192; medida que a economia digital se torna mais competitiva, os executivos de maior impacto ser&#227;o aqueles capazes de conectar, com m&#225;xima clareza, a constru&#231;&#227;o de software &#224;s necessidades reais do neg&#243;cio, traduzindo objetivos estrat&#233;gicos em decis&#245;es de produto e arquitetura. &#201; exatamente nesse ponto que tecnologia deixa de ser custo e passa a ser parte central da estrat&#233;gia.</p>]]></content:encoded></item></channel></rss>